domingo, 23 de setembro de 2012

RESENHA: O TRONO SEM REI

Olá, como estão???

Finalmente consegui voltar ao blog, depois de muitos dias sem poder atualiza - devido a problemas técnicos, como computador estragodo e internet ruim - eu volteiiiiiii e com reenha!!!!!!

Na quinta-feira (levando em conta que estou escrevendo a resenha na madrugada, ás 04:12 da manhã, okay?! Haha) eu terminei de ler O Trono Sem Rei, da lindíssima Eddie Van Feu, continuação de Lua das Fadas (cujo qual já resenhei AQUI).
Como ainda não tinha falado livro, devido a problemas técnicos com meu computador, falarei dele neste mesmo post, vamos lá?!


O TRONO SEM REI 
Autora: Eddie Van Feu
Editora: Linhas Tortas
Ano: 2012

SINOPSE: Depois de uma enorme perda que mudou para sempre, Bianca acredita que voltou a amar. Na verdade, ela acredita que o rapaz que amara, um anjo que a guiara no Mundo das Fadas, voltou para ficar com ela. Porém, ele parece não se lembrar de nada e, enquanto Bianca tenta descobrir se ele é quem ela acredita que ele seja. Ela ainda tem que afastar a concorrência e lidar com seu pai que parece ter saído do século XVII. Quando algo inesperado acontece, Bianca vê que precisa voltar ao Mundo das Fadas e descobre que sua família pode ajudar mais do que imaginava. No Reino das Fadas, ela acaba se deparando com um mundo a um passo da guerra, princesas prometidas, soldados apaixonados, uma rainha sem paciência, ataques e traições numa aventura muito mais perigosa do que da primeira vez que colocara os pés lá. Felizmente, dessa vez ela e Zac não estão sozinhos.





RESENHA
Na seqüência de Lua das Fadas, O Trono Sem Rei parte exatamente do ponto onde o primeiro livro parou, quando Bianca se encontra com Zac numa praça. Só que há um porém, ele não se lembra de nada e muito menos da Bianca.
Apesar disso tudo, Zac se sente especialmente atraído pela moça que não para de lhe falar bizarrices, contar sobre um mundo que apenas uma criança de seis anos acredita (e acredite, eu sei exatamente como a Bianca se sente!), onde é habitado por seres encantados, cores que olhos humanos nunca sonhariam em ver, ventos que fazem curvas para todos os lados, criaturas com a mesma quantidade de maldade que outras tem de encanto e... velhos amigos.
Muitas vezes ele acha que ela realmente é uma maluca total, mas mesmo assim, não consegue se afastar dela.
Bianca lhe perguntou inúmeras vezes se não lembrava-se de nada mesmo, ao que Zac apenas poderia responder com um “sinto muito”. E por mais que estivesse evidente que aquele não era o Zacariel que a acompanhou antes pelo Mundo das Fadas, Bianca não podia deixar de sentir o coração acelerar toda vez que olhava dentro dos olhos dele e encontrava o mesmo olhar, ou via o mesmo sorriso... e até mesmo com seu humor levemente azedo vez ou outra, tudo lhe dizendo que aquele na sua frente tinha que ser o mesmo Zac.

Aqueles foram momentos relativamente normais para Bianca, até mesmo ficou um pouco popular depois de uma super festa de aniversário. Ficou zangada com as investidas nada sutis de Claúdia para cima do Zac e com o mesmo por ter “aceitado” (mas depois tudo se esclareceu, claro).
Mas tudo que parecia bom e “normal” durou pouco e numa reviravolta inesperada, Bianca se viu novamente numa situação onde seu amor havia sido arrancado dela uma vez mais.
Apenas quando tudo parecia estar se acertando entre ela e Zac.
Essa mesma reviravolta trouxe a tona verdades que Bianca não sabia sobre seus pais e tios e verdades que eles não sabiam sobre ela.
No impeto de não deixar Zac nas mãos dos trolls que o raptaram e deixaram Urbain machucado, a verdade sobre como sua mãe e tios conheceram seu pai foi revelada e igualmente Bianca contou como sabia que aquelas criaturas não eram demônios – como supos Urbain – e sim trolls, lhes contou que fora atrás da amigada Analice quando esta sumiu e ninguém mais acreditou que ela desapareceu repentinamente com uma ventania.
Mal sabiam eles que a missão de resgate não tinha apenas os perigos relativos de quem viaja para o Mundo das Fadas (como a fluência do tempo e criaturas mal humorada), mas também decisões difícil, desencontros e encontros e uma guerra prestes a eclodir entre dois reinos.

Voltar ao Mundo das Fadas, fez com que os laços entre Bianca e Zac ficassem cada vez mais fortes, mesmo depois dele achar que Bianca gostava de um outro Zac que não ele.
A aventura, que seria apenas para resgatar Zac das mãos dos trolls, que o coroaram rei, não saiu exatamente como haviam planejado, principalmente depois que se separaram e na surpresa que aguarda ali na esquina, Lorena e Marcos se encontraram com Marcel, que até então, todos achavam que não tinha atravessado o portal.
E como diria Marcel “uma crise de cada vez”. E foi embalados por esta frase que quanto mais perto chegavam de seu destino, encontra o Fauno Ancião, novos percalços apareciam entre eles, os afastando cada vez mais, os fazendo se reencontrarem de novo e então se separarem novamente.

Do outro lado, Bianca nem imaginava que estava cada vez mais perto de conseguir o que queria, que Zac se lembrasse do antes.
E de volta ao castelo onde sua amiga Analice agora era uma princesa, os três caminhavam rumo a uma angustiante dor, cuja qual teria com ato principal a traição e como encerramento um trono que antes sem rei, agora havia encontrado um.

MINHA OPINIÃO
Eu sou uma completa suspeita, sem medo de admitir meu crime, para falar da Eddie e suas obras e dessa vez não foi diferente. Eu simplesmente AMEI O Trono Sem Rei!
Para mim, foi como um grande reencontro e como uma luz que é acesa de repente no escuro. Ter de volta “à ativa” os personagens de O Portal (resenha AQUI) foi renovador, principalmente pelo Marcos e seu bom humor. Rever personagem, que acabam se tornando amigos – não todos claro, como os trolls, que prefiro manter uma boa distância – e conhecer outros é sempre uma experiência que trás em si a essência do conhecimento.

Eu confesso que O Trono Sem Rei foi exatamente o que eu estava esperando, desde o momento em que fiquei sabendo do título que levaria o livro, que se reforçou quando a capa foi divulgada e que se comprovou quando terminei de ler.
Não que isso seja ruim, longe disso. Até porque eu não sabia COMO ia acontecer. Haaa!!! Ainda mais porque outras coisas pareceram se revelar pra mim, ao lê-lo.
Me diverti muito o lendo e agradeço essa diversão à Bianca, com seu humor mal compreendido de Dean Winchester e ao Marcos, com seu humor pra toda hora. Mas tive momentos de aflição também, bem como momentos de pura emoção.
Era impossível largar o livro, se o largava sentia vontade de correr até ele e ler “apenas” mais uma página, bem rápido, mas sabia que não seria apenas uma página, seria uma duzia... no mínimo dos mínimos hahahahahahah
E mesmo antes de chegar ao final, eu já estava sentindo saudades, querendo que páginas novas aparecessem magicamente e que a história nunca acabasse, ainda mais depois que luzes começaram a se acender em minha cabeça e pulguinhas começaram a pular atrás da minha orelha.
Maaaaasssss, eu sei que há outro vindo por aí, então é apenas questão de tempo para que o tenha em mãos para me deleitar com a leitura.

Em certos momentos, eu jurava que o Urbain tinha algum parentesco com o Chuck Norris, porque convenhamos, querer derrotar trolls com um palito de dente é uma coisa apenas pra Chuck Norris.
E falando em parentesco, eu juro que o Fauno Ancião é o Fauno de O Labirinto do Fauno, com uma mistura de Mr. Gold de Once Upon a Time. Ele se parecia com o Fauno do filme, sendo simpático e ao mesmo tempo mostrando certa insensibilidade, e tinha aquele ar de gostar de fazer acordos e um olhar que dizia “eu sei coisas sobre tudo e todos que você nem imagina” que o o Mr. Gold tem.
E muitas vezes achei que o Mulgarath ia aparecer a qualquer momento, pois os ataques dos trolls se pareciam muito com os de As Crônicas de Spiderwick.

Há duas coisas que eu não posso deixar passar, uma delas é o Zac.
Destoando totalmente dos últimos livros que vemos sendo lançados mundo a fora, onde os personagens masculinos sempre tem um ar “cool” e agem do mesmo jeito, Zac é total oposto, o que me cativou muito.
Ele é dois anos mais velhos que a Bianca e não parece, muitas vezes tenho a impressão de que quem é mais velha é a Bianca e não ele, porque Zac é lindo e não tem aquele ar superior por causa disso, é tímido e sensível a um ponto que cativa totalmente.
A outra coisa que eu não posso, não consigo, deixar passar é a relação entre Bianca e Zac, NÃO HÁ TRIÂNGULOS AMOROS!!! Quem acompanha o blog, sabe que eu odeio Triângulos Amorosos e eu me sinto a pessoa mais feliz e extasia ao ler Lua das Fadas e O Trono Sem Rei.

Eu realmente não entendo o que há de tão interessante num Triângulo Amoroso, se é amor verdadeiro, profundo e enraizado que há no coração da protagonista, não há escolha, não tem porque ela ficar “indecisa” – porque sabemos no final que ela nunca amou realmente o outro cara.
E eu acho que isso está se tornando uma espécie de grilhões nos livros adolescentes ultimamente, já virou um padrão e um padrão realmente chato e muitas vezes irritante ler sobre a melancolia, angustia e dor da indecisão da protagonista por “não” saber quem escolher.
E por isso, eu sou uma pessoa realmente feliz com o romance – meio turbulento agora – da Bianca e do Zac.
Claro que isso é apenas UMA das coisas que me faz amar a Saga do Mundo das Fadas!

Como havia dito antes, O Trono Sem Rei é um livro de revelações, foi pra mim pelo menos. Um livro que faz aquela luz se acender e você compreender o que estava diante de você, que você via, mas que não enxergava realmente.
Há tanta coisa em Lua das Fadas, mas que se mostraram, como se saltassem das páginas em O Trono Sem Rei de forma mais evidente. Um desses momento, foi quando houve uma descrição do Mundo das Fadas e a declaração de que muitos artistas visitam o Reino enquanto dormem e trazerem para nós um pouco do encanto que há lá.
Eu já sabia disso, claro! Mas em dado momento eu realmente pude sentir o que aquelas palavras queriam dizer, como se fossem uma lembrança e realmente o era!

Enfim, O Trono Sem Rei é mais um livro encantado da Eddie, que eu simplesmente AMEI e que seu não parar de escrever agora (o dia já raiou e eu ainda estou escrevendo) não paro mais.
Ainda estou sendo legal com vocês, para não se tornar uma resenha mais extensa do que já está, porque eu sei que não vou parar de falar e há ainda todo os sentimentos e cores que não encontro palavras possíveis para descrever o quão maravilhosa a leitura foi pra mim.
Não vejo a hora de ter em mãos a continuação e saber será o desfecho pendente e eminente que ficou no ar... por enquanto, eu sei. E sim, isso pode ser visto como um trocadilho!

Espero que tenham gostado e que façam vocês se sentirem no impeto de ler as obras da Eddie e sentirem a magia que há em suas palavras encantadas.


Meu SUPER-DIVO O Trono Sem Rei, com o marcador e a caneta-pena *o*



Até mais!!!
Bjus =***


2 comentários:

Eddie disse...

Oi, Bia! Adorei a resenha! Cheia de spoilers, mas tudo bem! Gostei mesmo do entusiasmo e ver que você tem sensibilidade pra captar a magia da série e dos personagens! Um super beijo pra você e todos os leitores do blog!

Bianca Luna del'Aislin disse...

Ownn Eddie, que bom que gostou da resenha e desculpe pelos spoilers (hahahaha). E realmente AMEI o livro!!! *O*

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